Alento Aliento
Quando nada mais houver, Cuando ya no haya nada,
eu me erguerei cantando, yo me alzaré cantando,
saudando a vida saludando a la vida
com meu corpo de cavalo jovem. con mi cuerpo de joven caballo.
E numa louca corrida Y en una alocada carrera
entregarei meu ser ao ser do Tempo entregaré mi ser al ser del tiempo
e a minha voz à doce voz do vento. y mi voz a la dulce voz del viento.
Despojado do que já não há Despojado de lo que ya no hay
solto no vazio do que ainda não veio, esparcido en el vacío que aún no ha venido,
minha boca cantará mi boca cantará
cantos de alívio pelo que se foi, cantos de alivio por lo que se ha ido,
cantos de espera pelo que há de vir. cantos de espera por lo que aún vendrá.

 

Breve biografia em português:

Caio Fernando Loureiro de Abreu (Santiago, 12 de setembro de 1948 — Porto Alegre, 25 de fevereiro de 1996) foi um jornalista, dramaturgo e escritor brasileiro.

Apontado como um dos expoentes de sua geração, a obra de Caio Fernando Abreu, escrita num estilo econômico e bem pessoal, fala de sexo, de medo, de morte e, principalmente, de angustiante solidão. Apresenta uma visão dramática do mundo moderno e é considerado um “fotógrafo da fragmentação contemporânea”.

 

 

 

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